O Dia acordou, ainda sonolento olhou os cobertores e desejou estar entre eles naquele momento.
Mas, tinha trabalho a fazer.
Espreguiçou-se, escovou os dentes, abriu a janela e esperou o Sol para dar um olá!
Lembrou-se que ele não viria, era inverno e, durante o seu trabalho quem lhe faria companhia era a Chuva.
Avistou-a sentada na praça envolta em um lindo sobretudo negro, acenou-lhe afetuosamente, fechou a janela e vestiu-se, usou sua melhor roupa para a ocasião, pegou a capa, mas optou por deixar o guarda-chuva seria uma ofensa a sua amiga e companheira de trabalho.
Fechou a porta silenciosamente, sua irmã Noite acabara de chegar e estava descansando, não queria pertubá-la.
Seguiu para a praça e, antes de alcançar a Chuva viu deitado no chão um rapaz, retirou sua capa e o cobriu. Abraçou carinhosamente a amiga e seguiram para encontrar outros companheiros, uniram-se a eles a Vida, a Esperança, a Compaixão, a Alegria...
Viram brevemente a Inveja, a Dor, a Ilusão, a Tristeza após o cumprimento rotineiro partiram cada um a realizar as tarefas que sua chefe, a Vida, lhes designara.
O Dia era um observador nato, apenas olhava o que acontecia a sua volta e registrava detalhadamente.
A Vida sentou-se e constatou que todos cooperavam com ela para que tudo saísse perfeito.
Olhou com atenção a cada pessoa que tinha a seus cuidados e torcendo juntamente com a Fé e a Esperança que cada uma delas fizessem escolhas que trouxessem boas dádivas para si.
Não gostava de ser culpada por tudo que lhes acontecia.
No entanto, independente de qualquer coisa nenhum deles interferia em qualquer fato. O Criador os fizera assim, e o homem tinha que escolher entre o que lhes faria bem ou o que lhes faria mal.
O Dia viu findar seu trabalho. Despediu-se de seus companheiros e voltou para casa.
Passou pela noite que assumiria seu posto, cumprimentou-a rapidamente e entrou.
Fim de mais uma etapa de seu trabalho. Trazia grandes lições e refletiria sobre elas.
Mas, esse é um outro relato.